CEF prepara novo financiamento imobiliário
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quinta-feira, 15 de setembro de 2005
Adriana Chiarini<br>Agência Estado 
Rio A Caixa Econômica Federal (CEF) está preparando um novo tipo de financiamento imobiliário ''para ser o melhor produto do mercado'', afirmou ontem o superintendente da instituição no Rio, José Domingos Vargas. ''A partir de janeiro, certamente estaremos operando com o novo produto, mas ele pode ser lançado até antes.''
O novo tipo de financiamento será feito com recursos captados pela caderneta de poupança da Caixa e que atualmente não estão sendo usados porque a instituição já tem mais recursos desse tipo investidos no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) do que o limite obrigatório.
No ano que vem, a Caixa deve dispor de R$ 1 bilhão de recursos originados da poupança para financiamentos imobiliários, além dos recursos das demais fontes já em uso. Este ano a meta nacional da Caixa em todo o Brasil é aplicar R$ 10 bilhões.
O superintendente deu as informações em entrevista para divulgar a edição carioca do Feirão Nacional da Casa Própria, que será realizado entre os dias 21 e 25 deste mês, quando 41 construtoras e 53 imobiliárias estarão vendendo 24 mil imóveis para todas as faixas de renda.
Setor público A CEF também estuda diversas ações para ampliar o limite de crédito ao setor público. Uma das medidas é a conversão do passivo com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em dívida subordinada. O secretário do Tesouro Nacional e presidente do conselho de administração da CEF, Joaquim Levy, disse que a instituição está no limite dos empréstimos ao setor público. Segundo ele, o banco pode emprestar ao segmento público um montante de até 45% do patrimônio líquido, porcentual que já foi atingido.
Para vencer esse obstáculo e oferecer mais crédito ao setor público, a CEF precisa aumentar o patrimônio. A instituição financeira possui uma dívida de cerca de R$ 12 bilhões com o FGTS referente a repasses de recursos do fundo aos mutuários da casa própria.
Quase R$ 4 bilhões desse total tem vencimento superior a 10 anos. A idéia da CEF, segundo o vice-presidente de controladoria, João Aldemir Dornelles, é converter parte desse montante com vencimento superior a 10 anos em dívida subordinada.


