A Caixa Econômica Federal (CEF) poderá captar recursos diretamente no exterior e destiná-los aos financiamentos habitacionais. A Caixa poderá operar com o mercado externo sem pagar os custos de intermediação a outro banco, única possibilidade existente até agora. A Caixa atuará também como repassadora de empréstimos concedidos por organismos internacionais, como o Banco Mundial, por exemplo. A autorização foi dada ontem pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e atende a uma antiga reivindicação do presidente da Caixa, Sérgio Cutolo.
A possibilidade de captar recursos no exterior para a habitação só era possível por meio de um banco privado que fazia o repasse interno. Em mais de dois anos, no entanto, esta alternativa, chamada de Resolução 63-Imobiliária, não deu resultados e, em 96, teve captação zero.
Bancos Ao mesmo tempo em que facilitou a atuação da Caixa, o Conselho tornou mais rígidas as exigências para o sistema financeiro como um todo. Em 1º de agosto será elevado de 8% para 10% o limite mínimo do patrimônio composto por recursos próprios de uma instituição para fazer frente aos riscos. O limite de 8% havia sido fixado, a nível internacional, pois resultou do Acordo da Basiléia que fixou as regras de avaliação de riscos em 1994. O diretor de Normas do BC, Alkimar Moura, explicou, no entanto, que elevar o limite para 10% foi uma exigência do mercado internacional para as instituições da América Latina.
Moura não vê problema na nova exigência porque, segundo ele, somente 20 do total de 218 bancos comerciais e múltiplos estavam desajustados. Destes 20 bancos, 11 são instituições estaduais. Os bancos desajustados terão seis meses para adaptação.

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