CEF lançará fundo de cotas do FI-FGTS no 2-º semestre
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quinta-feira, 25 de junho de 2009
Wellington Bahnemann<br> Agência Estado 
São Paulo - A Caixa Econômica Federal (CEF) lançará no segundo semestre um Fundo de Investimentos em Contas (FIC) para capitalizar o Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS), voltado a infraestrutura, revelou ontem o gerente nacional de Fundos Especiais da CEF, Roberto Madoglio. O lançamento do FIC depende da regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), disse o executivo, que participou de evento da Fitch Ratings sobre infraestrutura.
Com a operação, a expectativa da CEF é captar entre R$ 3 bilhões e R$ 6 bilhões. O executivo revelou que os trabalhadores poderão colocar até 10% do saldo disponível no FGTS no FIC. A operação é semelhante à realizada em 2000, na qual os recursos do FGTS foram usados para a compra de ações da Petrobrás.
De acordo com Madoglio, a meta de rentabilidade do FI-FGTS é de TR + 6%. Mas temos obtido uma taxa acima disso, afirmou o executivo. O FIC não terá garantia de rentabilidade mínima para o investidor. Segundo o gerente, a CEF já planejava lançar o FIC desde o ano passado, quando o FI-FGTS foi criado. Nós decidimos segurar um pouco esse lançamento para que o FI-FGTS tivesse um histórico de investimento. Agora, isso já existe, comentou.
Por lei, o FI-FGTS pode investir R$ 17,1 bilhões em projetos de infraestrutura, dos quais aproximadamente R$ 11 bilhões já foram desembolsados de um total de R$ 13 bilhões já pré-aprovados. Entre os empreendimentos na carteira do fundo está a hidrelétrica Santo Antônio, no rio Madeira (RO). O segmento elétrico representa 70% dos investimentos, por ser o setor regulado mais desenvolvido, disse.
A demanda pelos recursos do FI-FGTS, porém, é muito maior do que esses números. Segundo executivo, o fundo avalia neste momento R$ 20 bilhões em investimentos. Esse montante esbarra no limite de R$ 17,1 bilhões autorizados para o FI-FGTS. Para elevar esse valor, o executivo diz que seria necessária uma nova lei. Isso depende de uma decisão do Conselho Curador do FGTS, que submeteria a nova lei ao Congresso Nacional, explicou.
A expectativa da CEF é alcançar o limite de R$ 17,1 bilhões do fundo já no primeiro semestre de 2010. O executivo revelou que o FI-FGTS pode participar como investidor na hidrelétrica Belo Monte, que o governo federal pretende licitar em setembro deste ano. Estamos mantendo algumas conversas com as empresas, disse o executivo.
O investimento na usina do Rio Xingu (RO), com 11 mil MW de capacidade, varia entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões, segundo estimativas do mercado. Madoglio deixou claro que o interesse FI-FGTS é participar de projetos com taxas de retorno atrativas. Temos pegada de setor privado, disse, acrescentando que o fundo pretende participar dos projetos relevantes para o País.


