O presidente da CEF (Caixa Econômica Federal), Sérgio Cutolo, anunciou ontem uma nova carta de crédito para financiamento da casa própria, por meio de convênio entre o banco e empresas públicas e privadas, que entrará em vigor na segunda-feira.
Também afirmou que o Programa Carta de Crédito Individual da CEF, que estaria extinto a partir do último dia 1º, vai ser mantido. O programa ultrapassou a margem de 300 mil financiamentos esta semana, e a média mensal de contratações - feita diretamente com o mutuário - foi de 15 mil, durante o período de um ano e meio.
A intenção anterior do governo era que fosse mantido apenas o sistema de Poupanção (Poupança Crédito Imobiliário) para a classe média, que pode ser usado depois de um ano de aplicações.
A carta de crédito individual vai continuar com juros de 12% ao ano. A carta de crédito mediante o convênio terá juros mais baixos, de 10,5% ao ano, assim como o Poupanção, que também passa a ter juros de 10,5%.
O limite para o financiamento dos diferentes programas continuará de 80% do preço do imóvel. A garantia do negócio é o próprio imóvel. Cutolo disse que a nova carta de crédito por convênio é uma medida educativa, pois tenta criar o hábito de ser adimplente (pagar os compromissos em dia).
Com o convênio entre a Caixa e as empresas, a empresa que fizer parte do programa poderá descontar até 30% do salário do funcionário mensalmente, dependendo do valor total do financiamento.
Por exemplo: um funcionário que ganhe R$ 500 por mês poderá ter descontados do salário até R$ 150. Essa quantia será depositada em uma conta da empresa conveniada na Caixa, onde serão feitos os depósitos dos mutuários.Arquivo Folha‘Educativa’
Cutolo, presidente da Caixa: ‘‘Nova carta vai tentar criar o hábito no mutuário de ser adimplente’’Agência Folha

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