Cédulas ainda são preferidas pela população
A maioria dos londrinenses ainda prefere receber troco em cédulas. As maiores queixas contra a moedinha são a dificuldade de carregá-las e a facilidade em perdê-las. A danada cai em qualquer buraco e desaparece. Hoje não dá para perder moedas de R$ 1, que valem muito dinheiro, reclama Guiomar Rodrigues da Silva.
O economiário Milton Tumushi, que detesta carregar moedas no bolso, mantém um cofrinho em seu carro para guardá-las. Estou pagando o pedágio só com as moedas, conta. Elizeu Cardoso, estudante, costuma guardar moedinhas de R$ 0,01 para trocá-las em bares e restaurantes. As pessoas esquecem que juntando várias, elas também têm valor, lembra. A opinião é compartilhada por Gislaine de Souza, que trabalha numa barraca de garapa. As moedas valem tanto quanto a nota, diz ela, que afirma adorar as danadinhas porque não ficam sujas.
O gerente do Café Ipanema, José Contin, diz não ter dificuldades em dar trocos em moedas. Quinzenalmente, tenho que ir ao banco pegar R$ 300 ou R$ 350 em moedas. Isso mostra que elas não têm muito retorno. As pessoas recebem e as engavetam. Já o gerente da Casa do Suco, Jamilson Guilhen, conta que muita gente resiste a receber moedas.
Embora não haja falta de moedas em Londrina, as lojas de R$ 1,99 sofrem na hora do troco. É um problema, diz a caixa da Empório Universal, Viviane Lima. A venda de porta-moedas virou um bom negócio depois do real. Na Loja Pequim, são comercializadas entre 10 e 15 por mês a R$ 1 ou até R$ 6. (C.L.)





