O ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, lançaram oficialmente ontem a nova cédula de R$ 2, que começa a circular hoje na rede bancária. O presidente do BC comemorou o fato de o País estar podendo colocar em circulação pela primeira vez em sua história recente uma nota com valor intermediário. ''É a primeira vez que estamos lançando uma nota com um valor intermediário e não com um zero a mais'', disse.
A novidade, segundo Fraga, faz parte do processo de recuperação da auto-estima do brasileiro após ultrapassar os período de inflação em alta. A cédula tem cor azul e a estampa de uma tartaruga-marinha. Até o final do ano serão colocadas em circulação 50 milhões de cédulas e no próximo ano outras 100 milhões ingressarão no mercado. Segundo o Banco Central, uma pesquisa realizada em 183 países mostrou que 50% utilizam as cédulas com duas unidades, como a Alemanha Canadá e Chile.
A nova cédula se une às já existentes desde o início do plano Real, em 1994, que são de R$ 1, R$ 5, R$ 10, R$ 50 e R$ 100. O objetivo do Banco Central é facilitar o troco e reduzir custo com a produção de cédulas.
O prazo médio de vida útil do papel será de 18 meses, contra os 12 meses da nota de R$ 1. Só esse ano, o BC gastará R$ 174 milhões com a compra, armazenagem e transporte das cédulas. ''Isso vai reduzir o custo de manutenção do meio circulante'', disse Fraga. Em meados do ano que vem começará a circular a nota de R$ 20, de cor laranja e com a estampa do mico-leão dourado.
O ministro da Fazenda atacou, no evento, a postura do que chamou ''o maior partido de oposição'' na época do lançamento do real. ''Houve uma avaliação equivocada de que este era um plano eleitoreiro e que não perduraria após o período eleitoral'', afirmou.

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