Aberta anteontem pelo chanceler alemão Helmut Kohl, a CeBIT’98 - Feira Mundial de Informática, Telecomunicações, Tecnologia Bancária e de Escritórios - recebeu, em seu primeiro dia, 89 mil visitantes para seus 27 pavilhões, que neste ano reunem 7.200 expositores. A organização espera 720 mil visitantes, de cem paises, até o final do evento na próxima quarta feira, 100 mil a mais que no ano passado.
É a maior feira mundial de informática, telecomunicações e outras tecnologias em número de expositores e visitantes, só perdendo para a Comdex Fall, de Las Vegas, no número de lançamentos das grandes companhias, como Microsoft, IBM e outras.
Ou seja, as novidades são lançadas em Las Vegas, em novembro, mas é na CeBIT que os profissionais de todo o mundo apropriam as inovações e as empresas fecham grandes negócios.
A escolha do público profissional foi também uma contingência: apesar da gigantesca estrutura do Centro de Exposições de Hannover, com 1 milhão de m2, a CeBIT começou a apresentar sinais de saturação, por excesso de público, em 1995. Seus organizadores criaram então a CeBIT-Home, em 1996, e aumentaram drasticamente o preço dos ingressos, para desviar os curiosos e deixar a CeBIT de abril inteiramente para os profissionais.
Mesmo assim a Feira continuou crescendo, mas neste ano já se aproxima de seus limites: a organização já não aceita novas reservas para os próximos 5 anos e o excesso de público já provoca congestionamentos na chegada e no interior do Centro de Exposições.
Brasileiros O Programa Brasileiro de Software para Exportação, o Softex 2000, que organiza pela quarta vez a participação do Brasil na CeBIT’98, adotou a mesma estratégia da Comdex, em Las vegas: implantou um pavilhão menor (200m2), mas no melhor lugar, o Hall 2, ao lado de IBM, Microsoft, a alemã SAP e outros gigantes. O resultado é um bom número de visitas e contatos de negócios, que deve superar os 951 do ano passado, gerando negócios acima de U$ 10 milhões para as 38 empresas brasileiras que participam como expositores ou prospectores.
Além do Pavilhão Brasileiro, organizado pelo CITS de Curitiba e Softex Europe (Escritório do Programa na Alemanha), com apoio do CNPq, Finep e Sebrae, as empresas brasileiras contam com o apoio do Programa All Invest, que envolve as Câmaras de Comércio da Comunidade Européia e da América Latina, e que agenda encontros de negócios para empresas do Brasil, Argentina, Colômbia e outros paises durante esta CeBIT.
Do Paraná, 13 empresas estão participando, sendo 8 de Curitiba, 4 de Londrina (OM&S, Softcenter, Múltipla e Ceprodac) e uma de Arapongas (Critérius).

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