CDPC aprova empréstimo para solúveis
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segunda-feira, 23 de junho de 1997
Agência Estado São Paulo 
Os integrantes do Conselho Deliberativo de Política do Café (CDPC) concordaram por unanimidade com a proposta de liberar 770 mil sacas dos estoques oficiais para a indústria do solúvel. O produto será liberado em 10 lotes mensais de 77 mil sacas, a partir do momento em que a aprovação do empréstimo seja dada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O CMN tem reunião prevista para hoje.
Além deste voto sobre o empréstimo do café, o Ministério da Indústria e Comércio (MICT) enviou ainda a proposta de ampliar o prazo no pagamento dos leilões oficiais de 60 para 120 dias. O objetivo é atender principalmente a torrefação. Na negociação do empréstimo para a indústria do solúvel, ficou definido que as empresas que tomarem emprestado este café terão de devolver o produto no máximo em três anos a partir da data de retirada. Haverá um cálculo de juros, que deverão ser pagos de 6 em 6 meses em dinheiro, além de um adicional de 5% sobre uma estimativa do valor de empréstimo para marketing do café solúvel brasileiro no Exterior.
O secretário de Produtos de Base do Ministério da Indústria e Comércio (MICT), Maurício Assis, disse que não será adotado no momento nenhum empréstimo semelhante para a torrefação. Acredito que a ampliação dos prazos nos leilões será suficiente para melhorar o giro financeiro das empresas.
Assis disse ainda que cabe à indústria de torrefação e moagem fiscalizar se este café liberado ao solúvel será comercializado no mercado interno. O compromisso é vender todo o café do empréstimo para o Exterior. Sobre a exportação do café verde, Assis disse que o governo prevê que este mês feche em 1 milhão de sacas, o que totaliza 17,4 milhões de sacas no ano cafeeiro 96/97. A cota da Associação dos Países Produtores de Café (APPC) no período era 15 milhões de sacas.
A próxima reunião do CDPC está marcada para 14 de julho em Santos. Já há dois pontos da pauta definidos: 1) a definição das pesquisas que o CDPC irá bancar no consórcio liderado pela Embrapa; 2) o MICT deve apresentar um estudo sobre a armazenagem do produto do Funcafé e do Tesouro.


