CDB não é opção para pequenas quantias
Mesmo com a queda dos juros, a renda fixa - CDBs, fundos de investimento financeiro de 30 ou 60 dias e caderneta - continua muito atraente. Na escolha, é preciso observar a quantia e o prazo pelo qual será possível deixar o dinheiro aplicado. Outra variável é a CPMF, da qual o investidor pode ficar isento totalmente na caderneta, mas não consegue escapar nos CDBs e fundos. Como é alto - 0,40% do capital, considerando dupla incidência (na aplicação e no resgate) -, o tributo faz diferença.
O CDB exige cuidados do investidor. As taxas variam conforme a quantia, o que não ocorre com caderneta e fundos. E o rendimento de CDBs e fundos muda de banco para banco, enquanto a caderneta tem rendimento único.
A falta de atenção a essas características dos CDBs faz com que pequenos e até médios investidores, com capital de até R$ 50 mil, que não conseguem negociar boas taxas com o gerente deixem de ganhar dinheiro. Por exemplo: na quinta-feira, o cliente do Itaú que consultasse a taxa de um CDB de 32 dias para R$ 2 mil seria informado de que receberia, líquido, 1,11% - olhado isoladamente, um bom ganho, mas não se comparado ao de outras aplicações. A caderneta da mesma data pagaria mais: 1,22%. Um fundo de 30 dias proporcionaria, em média, um ganho líquido de 1,51%; de 60 dias, 1,65%. Apenas em alguns grandes bancos de varejo, no entanto, CDBs de pequeno valor, como R$ 2 mil, costumam render abaixo da caderneta. Na média, esse CDB menor renderia 1,30%.
Portanto, os CDBs, exceto em alguns bancos e independentemente do valor, rendem nominalmente mais que a caderneta. Essa conclusão não leva em conta a incidência da CPMF .
Mas os concorrentes dos CDBs, hoje, são mesmo os fundos de investimento de renda fixa. Aí, em geral, os CDBs rendem mais apenas no caso de quantias acima de R$ 30 mil, em relação aos fundos de 30 dias, e acima de R$ 50 mil, nos fundos de 60 dias.
Conclusão: em geral, a aplicação em CDB só vale a pena para quantias a partir de R$ 30 mil. Abaixo disso, os fundos de 60 dias são os mais indicados; em seguida, os de 30. Caderneta é a opção menos rentável, exceto quando isenta da CPMF.
Um ponto a observar é que as taxas dos CDBs são negociáveis nas agências. Dependendo do seu relacionamento com o banco, o investidor até poderá obter a taxa máxima para um pequeno valor.





