CBF planeja obrigatoriedade de diploma
Não existem no Brasil regras rígidas para a qualificação de treinador de futebol. A lei nº 8.650, de abril de 1993, aponta que o exercício da profissão de treinador profissional de futebol fica assegurado preferencialmente aos graduados em Educação Física ou a profissionais que, até a data do início da vigência da lei, tenham trabalhado como treinador de futebol por ao menos seis meses. Na prática, o termo ''preferencialmente'' no texto da lei abre brecha para que qualquer pessoa trabalhe como técnico no Brasil.
''Não existe hoje, principalmente no Brasil, uma preparação ideal para treinador'', diz Ney Franco, do Coritiba. ''Há dois caminhos básicos. No primeiro, a pessoa é um ex-atleta, que tem capacidade de liderança, consegue enxergar bem o jogo e entende a parte tática. Depois que ele para de jogar, pensa em como colocar isso em prática e vira treinador. O segundo caminho é de alguém que está dentro de um curso superior, principalmente de Educação Física, no qual você tem alguns conceitos pedagógicos e metodologias para se aplicar em esporte, além da parte específica de futebol. Então, você tem uma preparação. Mas também tem que ter o perfil de liderança, de conhecer o jogo.''
Cuca, do Corinthians Paranaense, planeja fazer o curso da Associação Brasileira de Técnicos de Futebol (ABTF). ''É sempre importante ter uma faculdade. Mas ela não qualifica exatamente para essa profissão. O curso de Educação Física não tem essa formação específica para treinador. Já esses cursos (como o da ABTF) são mais direcionados'', argumenta o treinador.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) planeja tornar obrigatório o diploma na Escola Brasileira de Futebol, administrada pela entidade, para quem quiser trabalhar como técnico no Brasil. Entretanto, ainda não foi definida data para a aplicação dessa exigência. Em outros países, a licença para trabalhar como técnico já é obrigatória. (F.G.)





