''A Argentina terá que se virar sozinha''. Desta forma, o ministro da Economia Domingo Cavallo definiu os próximos tempos para seu país e todos os mercados emergentes, nos quais teriam que esquecer temporariamente da assistência internacional. ''Neste novo cenário não há soluções globais. Cada país deverá procurar soluções dentro de sua própria economia, porque a atenção do mundo será dirigida para a guerra contra o terrorismo''.
Em um cenário mundial no qual poderia surgir uma guerra comandada pelos EUA contra o terrorismo internacional, Cavallo analisou: ''Está vindo um esfriamento da economia dos EUA e da européia. Desta forma, vai aumentar o investimento em áreas como a de segurança, e vai diminuir o consumo, o turismo e outras atividades que geram movimento. Isto poderia causar um período de recessão''.
O ministro, em declarações ao jornal ''Clarín'', o principal da Argentina, afirmou que ''ninguém sabe o que poderia acontecer, mas temos que nos preparar para o cenário mais difícil''. Levando em conta o novo panorama mundial, Cavallo disse que um crescimento de 6% do PIB em 2002 ''é uma meta razoável''. De forma geral, a maioria dos analistas argentinos considera que o país, no máximo, cresceria 1% no ano que vem. (AE)

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