Em discurso feito ontem no início da noite a empresários e economistas argentinos, o ministro da Economia, Domingo Cavallo, afirmou que as condições da troca de títulos da dívida no mercado interno serão anunciadas hoje. A troca terá como base os valores vigentes nesta terça, 6 de novembro, e a taxa de juros não será maior do que 7% ao ano, segundo ele.
A arrecadação fiscal será a garantia para a troca da dívida. ''Os 7% poderão ser pagos com crescimento e então o risco país desaparecerá. Temos que assegurar o financiamento sobre a base de um crescimento e deixar de pagar um risco país, cujo único efeito é indicar que a Argentina ruma para o default (calote ou moratória)'', afirmou Cavallo.

Ele reconheceu que para fazer a troca global da dívida, a Argentina precisa de maior credibilidade no exterior. ''Mas, primeiro, os próprios argentinos precisam acreditar na Argentina. Por isso, vamos oferecer a troca de bônus baseada nas garantias que a Argentina pode dar e nas leis do país.'' Esta foi uma referência indireta às exigências de credores externos de garantias de organismos internacionais. Domingo Cavallo afirmou que, nesta primeira tranche (etapa) da troca da dívida local haverá a vantagem da garantia da arrecadação fiscal. Ele alertou que ''ninguém sabe se a troca global terá esta mesma vantagem''. Segundo o ministro, a troca interna deverá baixar as taxas de juros, o que é considerado por ele como a chave para que a Argentina volte a crescer. Cavallo salientou a importância do aumento da confiança interna. Após isso, seria possível a troca global.

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