O ministro da economia argentino, Domingo Cavallo (foto), recomendou ontem ao Brasil adotar uma ancoragem idêntica à que tem o peso com o dólar e o euro, para poder ‘‘recuperar os incentivos’’ ao investimento e à produção nos dois países. Cavallo fez a proposta para evitar que se ‘‘acentue a brecha’’ entre o peso e o real, além de insistir na necessidade de avançar rumo à ‘‘coordenação financeira’’ no Mercosul.
‘‘Creio que os brasileiros vão se convencer logo e já o estão fazendo de que o real necessita de uma ancoragem. Não é bom para a economia do Mercosul e tampouco para a do Brasil uma desvalorização permanente, e pior ainda quando tende a se acentuar ou se acelerar’’, assinalou.
Cavallo voltou a defender o esquema de conversibilidade ampliada (que inclui o euro como moeda de referência na paridade entre o dólar e o peso, e que vai reger no dia seguinte que ocorrer uma paridade entre a cotação do euro e do dólar). O ministro afirmou que ‘‘uma regra como a que temos na Argentina é muito mais fácil de defender. Por isso, sugerimos ao Brasil que comecemos a falar de uma ancoragem comum para nossas moedas’’.
Asssinalou que ‘‘uma vez que tenhamos esse tipo de ancoragem comum, para que não possa aumentar a brecha entre as duas moedas, será factível recompor os incentivos relativos a investir e produzir em um ou outro país’’. O ministro afirmou também que a Argentina ‘‘tem um diálogo bom neste tema com o Brasil’’. (AE)

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