Rio de Janeiro - Segundo o presidente Lula, quando há bons projetos, ''as coisas acontecem no Brasil''. ''Muitas vezes, ficamos chorando muito, e o BNDES pode ser prova disso, de que nem sempre por trás da choradeira tem um bom projeto para receber os investimentos necessários para que uma indústria ou alguma coisa nova possa acontecer no nosso País'', afirmou.
O presidente lembrou que, de janeiro a março - de acordo com dados do Ministério do Trabalho - foram criados 347 mil empregos formais, o melhor número desde 1992. ''Portanto, estou convencido que nós precisamos apenas confiar em nós mesmos, e não ficarmos olhando as tentativas de crise internacional causada por aumento de juros americanos'', pediu. ''Afinal, não queremos uma economia para um mandato, queremos uma economia para um País, e isso só será feito com muita seriedade.''
Diferentemente de outras ocasiões, nas quais abandonou várias vezes o discurso escrito por sua assessoria para introduzir comentários improvisados ou substituiu o texto por improvisos que lhe causaram problemas, ontem o presidente assumiu atitude cautelosa. Disciplinadamente leu, durante 29 minutos, seu pronunciamento na abertura do fórum.
Lula não saiu do texto nem quando quatro advogados da União levantaram-se no meio da platéia e, em silêncio, exibiram um cartaz, que dizia: ''Advogados públicos federais e defensores públicos da União em greve há mais de 60 dias. Presidente Lula: determine a negociação!'' A segurança não tomou nenhuma iniciativa. A categoria está em greve desde 15 de março. A solenidade ocorreu no auditório do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O 16º Fórum Nacional termina quinta-feira. (W.T./AE)

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