Dólar (subiu)
Bolsa (desceu)

Cautela externa e frustração com Previdência fortalecem dólar

Moeda americana voltou
ao patamar dos R$ 3,72
Delineado sobretudo por uma cautela externa, o dólar sustentou nesta terça-feira (15), alta frente ao real e voltou ao patamar dos R$ 3,72. Com um aumento do balanço de riscos globais e um dia carregado sobretudo na Europa - o que desvalorizou o euro -, o dólar ganhou força nos mercados Aqui, fechou em R$ 3,7293, em alta de 0,76%. Internamente, pesa para a alta ainda notícias menos positivas que o esperado sobre a reforma da Previdência. O dólar futuro, no entanto, mostrou pouco impacto e fechou cotado a R$ 3,7195, em alta de 0,49%. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de moedas fortes, tinha alta de 0,49% às 18h.

Mercado acionário opera em sinal
contrário ao da bolsa de NY
Com uma valorização de 7,02% em apenas dez pregões neste ano, os investidores optaram por uma pausa para realização de lucros na sessão de negócios desta terça. No entanto, o Ibovespa conseguiu defender a marca dos 94 mil pontos, mesmo recuando 0,44% (94.055,72). E, por mais um dia, o mercado acionário brasileiro operou em sinal contrário ao de seus pares em Nova York, que mostraram menor aversão ao risco após o governo chinês sinalizar com possíveis estímulos àquela economia. As ordens de venda se acentuaram pontual e levemente, após o parlamento britânico ter anunciado que rejeitou os termos do acordo para o Brexit.

Juros futuros fecham
nas máximas do dia
As taxas de juros negociadas no mercado futuro fecharam em alta em toda a curva em um movimento de correção atribuído ao noticiário escasso e menos otimista. As taxas dos contratos de DI (Depósito Interfinanceiro) fecharam nas máximas do dia. O DI para liquidação em janeiro de 2020 fechou com taxa de 6,61%, ante 6,57% do ajuste de segunda-feira. O DI para liquidação em janeiro de 2021 projetou 7,45%, de 7,37% do ajuste anterior. O vencimento de janeiro de 2023 fechou com taxa de 8,51%, ante 8,42% do ajuste de segunda-feira. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2025 teve a taxa elevada de 8,92% para 9,02%.

Indefinição das reformas
refletem no mercado futuro
O mercado mantém a expectativa positiva em relação à reforma da Previdência, mas a ausência de fatos concretos tira o fôlego dos ativos, que passam a ficar mais suscetíveis a realizações de lucros. Causou alguma frustração a informação do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, de que o presidente Jair Bolsonaro só baterá o martelo sobre a proposta da Previdência após a viagem ao Fórum Econômico de Davos. "Neste momento de compasso de espera, qualquer notícia relacionada a política monetária no exterior ou política fiscal no Brasil é capaz de deflagrar correções", disse André Alírio, especialista em renda fixa da Nova Futura Investimentos.

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