São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a fechar com queda acentuada, logo na abertura desta semana, em meio a cautela dos investidores com o plano da Casa Branca para deter a crise financeira. No mercado de câmbio, a taxa ficou abaixo de R$ 1,80.
O principal índice de ações da Bolsa, o Ibovespa, cedeu 2,86% e desceu para os 51.540 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,35 bilhões.
A ação da Petrobras, que ''segurou'' a Bolsa durante boa parte do pregão, não resistiu a uma onda de realização de lucros, por investidores ainda bastante cautelosos com os desdobramentos da crise americana. Dessa forma, a ação preferencial da petrolífera, o papel mais negociado da Bolsa, cedeu 0,54%, para R$ 34,79. Na semana passada, em seu pior momento, o ativo da estatal chegou a ser cotado a R$ 27,91 (na terça-feira) para voltar a R$ 33 na sexta-feira (em seu menor valor negociado neste dia).
As principais Bolsas de Valores européias concluíram os negócios em baixa, a exemplo de Londres (recuo de 1,41%) e Frankfurt (queda de 1,32%). Nos EUA, a mundialmente influente Bolsa de Nova York perdeu 3,27%, derrubada, principalmente, pelas ações do setor financeiro.
''O mercado ainda quer saber se o que foi prometido vai ser efetivamente implantado. Foi essa expectativa que mais influenciou os negócios hoje. O calendário (do Congresso americano) está curto'', comenta Márcio Cardoso, diretor de operações da corretora Título.
Resgate
A partir de hoje o Congresso dos EUA deve avaliar o plano de resgate de US$ 700 bilhões para o setor financeiro. O plano daria ao secretário do Tesouro, Henry Paulson, autoridade para comprar todo o valor em ativos relacionados às hipotecas para dissipar a grave crise financeira, segundo a imprensa norte-americana.
No front doméstico, o boletim Focus revelou que a maioria dos economistas do setor financeiro revisou para baixo, pela oitava semana consecutiva, as projeções para a inflação. O IPCA previsto caiu de 6,26% para 6,23%. O mercado, no entanto, reajustou para cima suas expectativas para a taxa de câmbio: o dólar projetado subiu de R$ 1,65 para R$ 1,70 no final deste ano.

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