Bolsa oscila no negativo e fecha em queda de 0,92%

Um dia depois da aprovação da reforma da Previdência na CCJ da Câmara, a cautela voltou a dar o tom dos negócios com ações na B3. O Índice Bovespa oscilou em terreno negativo desde a abertura e encerrou o pregão em queda de 0,92%, aos 95.045,43 pontos. Voltaram a pesar entre os investidores os temores de que a tramitação da reforma se estenda por mais tempo que o previsto e que a desidratação da proposta inicial seja maior que o esperado Nesse ambiente, os dados de piora no mercado de trabalho e de baixa popularidade do governo Bolsonaro reforçaram o clima de prudência no mercado.

Vale ON acompanha queda dos preços do minério de ferro

Apesar do desconforto com questões domésticas, analistas e operadores ouvidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, atribuíram a queda a um movimento de realização de lucros recentes. Na análise por ações, um dos principais destaques do dia foi Vale ON, que teve perda de 3,00%. Além de refletir a piora do humor do investidor, o papel sofreu influência da queda de mais de 1% dos preços do minério de ferro no mercado à vista chinês. As ações mais sensíveis ao risco político também tiveram perdas superiores à média do mercado. Banco do Brasil ON terminou em queda de 2,03% e Eletrobras ON de 4,01%.

Dólar fecha a R$ 3,98 no maior nível desde 1º de outubro

O dólar subiu 1,64% e fechou em R$ 3,9864, o maior nível desde 1º de outubro, quando fechou em R$ 4,02. A valorização refletiu o fortalecimento da moeda americana no exterior, ante divisas fortes e em relação aos países emergentes. Só na Argentina, a alta do dólar foi de 3%, em meio aos temores da volta de Cristina Kirchner ao poder nas eleições presidenciais de outubro. Fatores domésticos também pesaram, principalmente a piora das aprovação do presidente Jair Bolsonaro, e a avaliação de que a tramitação das medidas que alteram as aposentadorias na comissão especial da Câmara não deve ser fácil.

Taxas de juros futuros renovam máximas ao final da sessão

Os juros futuros ampliaram a alta e renovaram as máximas na reta final da sessão regular, em meio à aceleração dos ganhos do dólar no exterior, também ante principais moedas, com a divisa, aqui, perto dos R$ 4. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 6,460%, de 6,425% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2021 subiu de 6,961% para 7,04%. O DI para janeiro de 2023 encerrou com taxa de 8,22%, na máxima, de 8,122% no ajuste do dia anterior. A do DI para janeiro de 2025 avançou de 8,652% para 8,76% (máxima). Na etapa estendida, as taxas subiram mais, com novas máximas.

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