Cautela com cenário político limita recuperação do mercado de ações
Ibovespa sobe 0,40% e fecha pregão ao 92.092,44 pontos
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 15 de maio de 2019
Ibovespa sobe 0,40% e fecha pregão ao 92.092,44 pontos
Agência Estado 
O noticiário doméstico foi um obstáculo à recuperação dos preços no mercado de ações nesta terça-feira (14). Depois de ter perdido quase 4,5% com o recente episódio da guerra comercial entre Estados Unidos e China, o Índice Bovespa teve uma alta modesta, se comparada ao desempenho mais forte das bolsas de Nova York ao longo do dia. Ao final do pregão, o índice brasileiro marcou 92.092,44 pontos, com ganho de 0,40%. Pesaram as notícias da quebra do sigilo bancário do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e da associação do nome de Rodrigo Maia (DEM-RJ) ao pagamento de propinas por parte da Gol, feita em delação premiada de um dos sócios da empresa, Henrique Constantino.
Dólar encerra os negócios em leve queda
Depois de uma manhã de volatilidade, alternando altas e baixas, o dólar à vista operou em leve queda ao longo da tarde e, com uma leve recuperação na reta final dos negócios, fechou a R$ 3,9766, praticamente estável (-0,07%). A ligeira recuperação do real nesta terça veio no bojo de um movimento global de perda de força da moeda americana em relação a divisas emergentes, após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, arrefecerem os temores de um recrudescimento ainda maior das tensões comerciais sino-americanas. A leitura nas mesas de operação é que o real poderia até ter se fortalecido um pouco mais caso não tivessem surgido novos ruídos no ambiente político.
Juros futuros ampliam recuo e renovam minímas no curto prazo
Após começarem a tarde com viés de baixa, os juros futuros ampliaram o recuo e renovaram as mínimas nos vencimentos curtos na reta final da sessão regular desta terça-feira na medida em que foram crescendo as apostas num PIB mais fraco este ano. A taxa do contrato de DI(Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2020 fechou com taxa de 6,395%, de 6,410% de segunda no ajuste, e a do DI para janeiro de 2021 encerrou em 6,85% - nova mínima histórica -, de 6,921% segunda no ajuste. A do DI para janeiro de 2023 caiu de 8,052% para 7,99% e a do DI para janeiro de 2025, de 8,602% para 8,56%.
Dados negativos da economia influenciam investidores
Alguns profissionais nas mesas de renda fixa acreditam que os investidores tentaram antecipar um provável dado ruim do IBC-Br que o Banco Central divulga na quarta-feira (15), após os números preocupantes da indústria e comércio e, nesta terça, de serviços. A ata do Copom também mencionou as frustrações com o ritmo da atividade, assim como o Ministério da Economia admitiu nesta tarde que deve revisar sua projeção de PIB de 2019 para baixo de 2%. Pesquisa do Projeções Broadcast mostra estimativas para o primeiro trimestre de queda entre 1,30% e 0,30%, com mediana de -0,80%, ante o quarto trimestre de 2018.


