Brasília Em nota técnica divulgada ontem, a assessoria econômica do Ministério do Planejamento explicou que a queda no Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 1,6% em relação ao primeiro trimestre e de 1,4% na comparação com o mesmo período do ano passado foi consequência ''dos ajustes monetário e fiscal que o governo foi obrigado a implementar para debelar os choques adversos ocorridos em 2002 e conter as expectativas inflacionárias dos agentes econômicos''.
A nota ressalta, porém, que o resultado das políticas monetária e fiscal aplicadas no primeiro semestre tem sido a ''melhoria significativa de todos os fundamentos macroeconômicos''. Esse fato, conforme a nota, vem ''permitindo reversão gradual das políticas contracionistas desde junho''. Com isso, ''políticas monetária e fiscal mais expansionistas e inflação cadente começam a se fazer sentir pela elevação do poder de compra dos salários e aumento das vendas''.
De acordo com o Ministério do Planejamento, indicadores mais recentes ''apontam para a recuperação do nível de atividade a partir do terceiro trimestre e a aceleração da produção industrial e das vendas do comércio no último trimestre do ano''. Entre os indicadores que permitem essa conclusão, segundo os técnicos, estão os estoques da indústria paulista, que começaram a diminuir a partir de julho, e a produção de papelão ondulado para embalagens um dos termômetros do nível de atividade , que cresceu 8% nas quatro primeiras semanas de agosto.
Além disso, a utilização da capacidade instalada na indústria paulista atingiu 88% no setor de papel e papelão, 84% no setor químico, e 83,5% no ramo têxtil. A nota destaca ainda que, apesar da queda nos dois últimos trimestres, o PIB do primeiro semestre de 2003 cresceu 0,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, e que a taxa de crescimento acumulada em 12 meses, no final do segundo trimestre, foi positiva em 1,6%. O aumento de 0,3% do PIB semestral foi determinado pelo crescimento de 5,7% da agropecuária e de 0,4% dos serviços e pela queda de 0,5% da indústria.

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