Caução de R$ 3 milhões para uso de silo é pivô da briga
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sexta-feira, 19 de março de 2004
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) quer exigir uma caução de R$ 3 milhões anuais para cada operador portuário usar as instalações do silo público. A quantia está sendo considerada muito elevada pelos operadores e teria sido este um dos motivos da discórdia entre empresários usuários do porto e a superintendência.
Essa ordem de serviço ainda não foi implantada porque precisa passar pelo crivo do Conselho das Autoridades Portuárias (CAP). Incialmente a superintendência do porto queria R$ 5 milhões. Diante dos protestos, baixou para R$ 3 milhões, disse o advogado da Intersindical, Fabiano Vicente Elias.
Se a medida for implantada, a operação portuária ficará restrita a menos de seis grandes operadores que tem esse capital. De acordo com Elias, na ordem de serviço, a Appa faz a exigência da caução mas não estabelece como vai ocorrer esse retorno. ''Esse é o temor dos operadores, que seja um confisco e os operadores de médio e pequeno porte não têm esse capital'', justificou.
A comunidade portuária e a Associação Comercial e Industrial de Paranaguá estão contrários à superintendência do porto, porque a autarquia vem priorizando o embarque de grãos que vem direto dos caminhões para os navios e não geram riqueza na cidade. Essa medida visa apenas evitar as filas de caminhões. Eles lamentam a perda de carga geral (madeiras, papel, máquinas, contêineres) para outros portos.


