Cativa sai de uma dívida de R$ 5 milhões e cresce 7%
As cooperativas reduziram, quase zeraram, seu leque de produtos. Mas contabilmente ficaram em melhor situação, conforme seus dirigentes. A Cativa, que amargava uma dívida de R$ 5 milhões, conseguiu fechar no azul no ano passado. Apresenta boa liquidez e se permite distribuir sobras de insumos, que comercializa através de oito postos de venda. Recebe em média 107 mil litros de leite/dia. E prevê crescimento de 7% este ano. Ampliou a área de atendimento e hoje recebe leite de produtores situados num raio de 250 km.
É verdade que as cooperativas tiveram apoio do Recop - programa de revigoramento das cooperativas -, mas o enxugamento de suas estruturas foi fundamental.
Havia muitas falhas administrativa, concorda o atual presidente da Cativa, Adir Salla, uma vez que no mercado os produtos tinham boa aceitação. Recebíamos prêmios mas perdíamos dinheiro, resume o presidente da Cativa, numa alusão ao requeijão cremoso Cativa, ganhador de vários prêmios em concursos nacionais nos anos 90. Alguns consumidores ainda lembram do parmesão e do doce-de-leite, igualmente premiados. Eu também gostaria de ter um requeijão como aquele, mas produzir com prejuízos não dá, afirma Salla.
A industrialização, num mercado muito competitivo não remunerado, tem custo muito alto, segundo o presidente da Cativa.
As cooperativas passaram a direcionar todo o leite para envase através da Confepar (que era a Confederação das Cooperativas Agropecuárias do Paraná) direcionando sua produção para o leite em pó, longa vida e pasteurizado e manteiga e creme de leite, considerados subprodutos. Os poucos derivados que ainda fabrica hoje levam o nome da Cativa ou Polly, marca própria da Confepar. Vale lembrar que só a Cativa, antes da unificação, tinha um leque de 42 itens.





