A Cooperativa Agropecuária de Londrina (Cativa) vai reativar hoje a sua linha de produção de leite e bebidas lácteas. A solenidade, marcada para as 16 horas, também comemorará os 40 anos de atividade da empresa em Londrina.
A indústria de processamento de leite foi paralisada há quatro anos, quando a Cativa passou a integrar o quadro de associadas da Cooperativa Central Agroindustrial (Confepar), que reúne outras sete cooperativas. Os produtos da marca Cativa foram industrializados pela Confepar até julho deste ano, quando a empresa se desvinculou da Central.
Adir Salla, presidente da Cativa, explicou que a cooperativa se sentiu prejudicada quando a Confepar criada para industrialização e comercialização de leite e derivados passou a fazer também a captação do leite. ''Como já fazíamos a captação em nossa sede, passamos a ter dois custos'', esclareceu.
A Cativa já chegou a ter 320 funcionários. Na época da mudança para a Confepar, enfrentava problemas financeiros e endividamento. Hoje, após se reestruturar, sanou as dívidas e reduziu o quadro para 100 pessoas. ''Voltamos a processar o leite com a indústria enxuta e os pés no chão'', comentou.
A cooperativa retorna à atividade industrial para produzir leite B, C, Light, C Integral (comercializados em saquinhos plásticos), leite para o programa ''Leite das Crianças'' (do governo do Estado) e bebida láctea em quatro sabores: morango, pêssego, côco e salada de frutas. A produção do leite longa vida foi terceirizada para uma indústria de Carambeí. Em breve, será lançado um achocolatado.
Foram investidos R$ 1,5 milhão em equipamentos e na readequação das estruturas. A principal novidade tecnológica é uma máquina degerminadora que amplia de quatro para seis dias a validade do leite pasteurizado.
Atualmente, a Cativa recebe leite de 800 produtores, que garantem o fornecimento de 65 mil litros/dia. Destes fornecedores, 350 são cooperados. O restante é formado por pecuaristas independentes que vivem em assentamentos na região de Londrina.
O vice-presidente da Confepar, Sebastião Jamil Beleboni, afirmou que, apesar da saída da Cativa, a cooperativa continuará no mercado de fluídos até então atendido pela marca Cativa em Londrina e região. A estratégia adotada para manter esse público foi o lançamento do leite pasteurizado, do longa vida e das bebidas lácteas da marca Polly.
A Cativa continua com participação de 33% no capital social da Confepar. Segundo Beleboni, a desvinculação de uma associada pode acontecer por vontade própria ou por iniciativa da cooperativa central, quando a mesma entender que a filiada está desrespeitando as regras.
Para ele, ao voltar a comercializar produtos lácteos, a Cativa estaria infringindo o estatuto. ''De qualquer forma, as duas cooperativas são londrinenses e merecem a preferência dos consumidores da cidade e da região'', concluiu.

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