Nem mesmo os bancos, que têm acumulado lucros recordes nos últimos anos, parecem dispostos a dar aumentos reais de salários. Com data-base em 1.º de setembro, os 400 mil bancários do País querem aumento real de 7,05%, além da reposição da inflação, entre outras reivindicações. Após três rodadas de negociação, os bancos ainda não se pronunciaram.
''Não vamos abrir mão de aumento real'', diz o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino. ''Se não recebermos uma proposta convincente, vamos partir para a greve.''
Na quarta-feira, os petroleiros entregam à Petrobrás a reivindicação de aumento real de 7,5% nos salários. Além da correção acima dos índices de preços, a categoria quer assegurar reajuste automático sempre que a inflação atingir 2%. ''Esperamos não ter que sinalizar greve para chegarmos a um acordo'', diz José Maria Rangel, membro da coordenação da Federação Única dos Petroleiros (FUP).
''Se as negociações ficarem difíceis, vamos nos juntar, como já fizemos, com os químicos da CUT (Central Única dos Trabalhadores), que também estarão em campanha, para pressionar as empresas'', diz o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas, Danilo Pereira da Silva. (M.R.)

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