Cascavel - A falta de vacinas nas casas agropecuárias e as constantes chuvas na região Oeste do Paraná podem obrigar a prorrogação da campanha de vacinação de bovinos contra a febre aftosa, iniciada no dia 1º de maio. A previsão era de encerrar na segunda-feira o prazo para imunização do rebanho em todas as regiões, mas chefia regional da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab) antecipa que dificilmente a meta da região de Cascavel será atingida até o dia 20.
De acordo com o médico veterinário Miguel Mousquer, que coordena a campanha nos 28 municípios atendidos pela regional da Seab, durante a semana muitas casas veterinárias ficaram sem receber os lotes de vacinas, o que impediu a imunização de rebanhos. Ele diz que em toda região existem cerca de 660 mil cabeças de gado, mas que até ontem somente 55% tinham recebido a dose da vacina.
O chefe da Divisão de Defesa Animal da Seab, Felisberto Baptista, não gostou da atitude do veterinário Miguel Mousquer e disse que somente na segunda-feira será tomada uma decisão sobre a prorrogação da campanha. Ele garante que existe um volume de vacina suficiente para imunizar todo do rebanho do Estado, estimado em 9,7 milhões de cabeças de gado. ‘‘O que houve foi uma disformidade na distribuição das vacinas’’, contesta.
A multa para o produtor que não vacinar o rebanho será de R$ 56,31 por cabeça de gado.

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