Cascavel espera ampliação de oferta de voos
No início de setembro, o Aeroporto de Cascavel, um dos dois terminais aeroviários municipais do Paraná com oferta de voos regulares, voltou a operar com seis voos diários. Desde maio, dois voos para Curitiba estavam cancelados porque o Nível de Proteção Contra Incêndio Existente (NPCE) do aeroporto foi reduzido de 4 para 3. A Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito (Cettrans), responsável pela administração do aeroporto, alegou que a suspensão ocorreu porque a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) alterou a legislação que trata dos cursos exigidos para bombeiros de aeródromo.
"Desta forma, a quantidade de movimentações trimestrais foi reduzida de 1,1 mil para 700", informou a Cettrans, em nota enviada à FOLHA. Após a realização dos cursos exigidos pela norma e envio das documentações para Brasília, o aeroporto voltou a operar com seis voos diários quatro para Curitiba e dois para Campinas, rotas mantidas pelas empresas Azul e Trip.
Nos últimos anos, o Aeroporto de Cascavel passou por obras: teve a pista ampliada e recapeada, um investimento de R$ 7 milhões, instalação de Precision Approach Path Indicator, ou Indicador de Percurso de Aproximação de Precisão (Papi), balizamento e sinalização noturna, ao custo de R$ 1 milhão, além de R$ 500 mil em equipamentos e ampliação do terminal de passageiros.
A expectativa é de que a oferta de voos no terminal seja ampliada. "Já está prevista a inclusão de dois novos voos diários para Curitiba, que serão operados pela Passaredo, que retoma suas atividades em 27 de outubro. A Azul também incluirá mais um horário de voo nos domingos pela manhã para Campinas. A oferta existente acompanha os investimentos até então realizados. O que pode ocorrer é a possibilidade de aeronaves de maior porte serem incluídas nos horários já existentes, havendo desta forma a ampliação da capacidade ofertada em atendimento ao eventual crescimento da demanda", relatou a companhia.
Ademar Shühli Júnior, presidente do Cascavel Convention & Visitors Bureau, acredita que a estruturação já capacita o terminal para receber mais voos e companhias, além de aviões de maior porte. "A oferta de voos ainda é pequena e gera transtornos, mas acreditamos que a tendência é ampliar", diz Shühli. "A alternativa é o Aeroporto de Foz do Iguaçu. Alguns utilizam (o terminal de) Maringá, mas 90% dos que precisam ir para outros destinos vão para Foz."
A Cettrans espera que a inclusão de Cascavel no plano de expansão da aviação regional viabilize em breve a liberação de recursos para o aeroporto. A companhia informou que no primeiro trimestre de 2014 devem ter início as obras do novo terminal de passageiros, que deve ser três vezes maior que o atual. (F.G.)





