Casas de câmbio de Foz do Iguaçu não estão trocando o peso devido ao agravamento da crise econômica da Argentina. Os empresários do setor temem ''morrer com o prejuízo'' caso efetuem a troca numa cotação irreal. Os clientes brasileiros e argentinos são orientados a guardar cédulas e moedas até o momento de uma possível estabilização do mercado financeiro do país vizinho.
Ontem, quem operou com o peso, determinou uma cotação longe da paridade com o dólar, criada em 1991. Amostragem feita em cinco casas de câmbio (15% das existentes na cidade) revelou que apenas uma tinha cotação para a moeda, estipulada em R$ 2,10, enquanto o dólar era comercializado a R$ 2,53. A exceção veio acompanhada de uma regra: o câmbio foi realizado somente valores até 50 pesos.
Os outros estabelecimentos comerciais de Foz do Iguaçu também adotaram medidas preventivas, principalmente os mercados cujos principais clientes são os argentinos. O maior supermercado do município pagou R$ 2,00 para cada peso. Alguns supermercados chegaram a pagar R$ 1,50 por peso.

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