São Paulo Ainda neste semestre, quem for às compras nas Casas Bahia vai poder adquirir um pacote turístico para qualquer lugar do País. O templo do consumo popular vai estrear no segmento de turismo, cedendo espaço dentro das lojas para que uma operadora ofereça pacotes de viagens a seus clientes.
''Estamos negociando com várias operadoras'', diz o diretor-Administrativo e Financeiro da rede, Michael Klein. Ele explica que a intenção é repetir projetos semelhantes aos de outras empresas, como a Nestlé, por exemplo, no qual a rede varejista ganha em troca do espaço cedido uma comissão sobre as vendas.
A meta da companhia é ter um posto da agência de viagem dentro de uma loja em cada cidade onde está presente e em cada bairro de São Paulo. ''Notamos que o acréscimo de renda cria demanda para o turismo'', diz Klein. As Casas Bahia são um típico exemplo do boom do consumo popular. Em 1996, no início do Plano Real, faturavam R$ 2,8 bilhões com 250 lojas. Fecharam 2005 com 504 lojas e receita de R$ 11,5 bilhões. Para este ano, Klein se diz otimista. ''Não posso levar em conta os juros e o PIB. O que vai puxar as vendas é a Copa do Mundo e eleições.'' Só em janeiro, a rede vendeu 7,5 mil câmeras digitais, depois de anunciar em pontos de ônibus prestação de R$ 66,00.

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