O casal Roberta e Valter, que não quis ter o sobrenome identificado, passou a diversificar seus investimentos há um ano, comprando Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs). Há três meses, deram um passo a mais, adquirindo uma debênture da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).
Eles se empolgaram com a rentabilidade prometida para a primeira e já compraram uma segunda, ambas com vencimento em 2021. "Desde o início tínhamos a noção de que caderneta de poupança não valia a pena para a formação do patrimônio que desejamos para o futuro. Mas a decisão de ampliar a carteira culminou com o atual momento de nossas vidas. Depois do nascimento do nosso filho, decidi sair do emprego e tenho usado esse tempo para me aprofundar no mercado", conta Roberta.
A rentabilidade dos títulos tem se mostrado "muito melhor" do que a do Tesouro Direto. "Mas nós dois sabemos do risco e temos uma acordo para que, se der certo ou errado, isso não interfira no casamento."

TRIBUTAÇÃO

O investimento em debêntures sofre tributação de imposto de renda. E, assim como a maioria dos produtos de renda fixa tributáveis, são incentivados pelos Fisco. Quem mantém um título por 720 dias ou mais paga um alíquota reduzida de 15%.
Também há debêntures livres do imposto, as incentivadas, que podem ser emitidas por empresas para investimento em projetos de infraestrutura. "Quem carregar uma debênture incentivada até o final do investimento terá uma taxa de retorno ainda melhor que a opção tradicional, por conta da ausência de tributação", afirma o sócio-diretor da corretora Easynvest, Márcio Cardoso.
A empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, a TCP, concluiu no início deste mês a primeira emissão de debêntures, na qual arrecadou R$ 588 milhões, em um total de 588 mil títulos não conversíveis em ações. Dessas, 428 mil foram incentivadas. Os recursos serão destinados a ampliação e modernização do terminal. (M.M)

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