Com a fabricação de cestas e baús de vime, usadas para incrementar e dar suporte aos presentes de Natal, o casal Priscila e Ricardo Gibellato conseguem aumentar o faturamento da pequena fábrica da família, localizada na Vila Casoni (Área Central de Londrina) em até 100% nesse período do ano. ''Esse é um negócio que não pára, mas essa época com certeza se destaca como a melhor'', avaliou Priscila.
Os grandes pedidos, segundo ela, começam a chegar em novembro: são clientes fixos como as lojas que montam cestas matinais ou empresas que compram os produtos e preparam kits de Natal para presentear seus funcionários. ''Tem gente que pede até 100 cestas de uma única vez. Até agora, já temos encomendadas 500 peças'', contou a artesã. Os produtos, todas feitos manualmente, variam de R$ 2 (cesta pequena para pães) até R$ 15 (baús mais trabalhados).
Priscila destacou que os baús são as peças mais demoradas para montar. ''Tem dias que a gente chega a fazer até 12 peças com os pontos dos trançados mais difíceis'', gabou-se. E mesmo com o excesso de encomendas, as quais exigem que Priscila e o marido trabalhem mais de 10 horas por dia, a artesã sempre fica feliz quando chega dezembro. ''Esse mês é quando realmente conseguimos tirar o nosso 13º salário''. Depois do Natal, o Dia das Mães e a Páscoa são as melhores data para vender as peças de vime, frisou a artesã.
O casal, que trabalha sozinho na produção das peças, apenas lamenta a dificuldade em encontrar pessoas habilitadas para ajudá-los. ''É difícil achar pessoas com vocação para o trabalho manual'', comentou Priscila.

mockup