Casais traçam estratégias para diminuir gastos
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sábado, 24 de julho de 2010
Victor Lopes<br> Reportagem Local 
Wilson e Flávia Eugênio são casados há seis anos e meio. Há um ano, com a vida financeira estabilizada, eles resolveram ter um bebê. Gabriel chegou de forma bem planejada, com o intuito do casal evitar contratempos no bolso. ''Nós não havíamos feito nenhum tipo de reserva de dinheiro, mas sabíamos que com o salário do meu marido seria possível aumentar a família sem problemas'', explica Flávia, que se dedica inteiramente ao filho.
O casal comenta que nunca colocou na ponta do lápis quanto os gastos com o primogênito representam no orçamento, mas tomaram algumas atitudes antes do nascimento do garoto para economizar em itens básicos. ''Nos três primeiros meses não tivemos despesas com fraldas, graças ao chá de bebê que promovi. Gabriel mamou até os dez meses no peito, o que ajudou bastante na economia do leite'', relata a mamãe de primeira viagem.
Aliás, a contenção de despesas não ficou apenas na alimentação e higiene básica do bebê. Eles ganharam alguns presentes com valores mais salgados, como a decoração do quartinho e parte do enxoval. ''No parto, o plano de saúde da empresa que meu marido trabalha cobriu todas as despesas. Em relação à escolinha dele, acho que vamos mantê-lo em casa até os três anos. É uma forma de economizar e principalmente, dar uma boa formação para ele, muito importante nesta fase'', complementa Flávia.
Já o casal Thiago e Renata Alcântra e Silva passaram por um período um pouco mais conturbado financeiramente com a chegada de seu primeiro filho. Há cinco anos, o bebê nasceu sem ter sido planejado pelos dois. ''Antes do Iago nascer, comecei a fazer pães de mel e esfirras para vender. Esse dinheiro do meu trabalho ajudou bastante para comprarmos o berço e o enxoval'', aponta Renata.
Como a família Eugênio, os Alcântra promoveram um chá de bebê para aliviar alguns gastos. Renata não precisou comprar fraldas para a criança por pelo menos seis meses. ''Em relação ao plano de saúde, não cobriu o parto, por isso Iago nasceu na maternidade pública'', relembra a mãe.
Há nove meses, a família cresceu novamente, com a vinda de Natan. Como o novo garoto também apareceu de surpresa, Thiago e Renata acabaram não aproveitando o que Iago utilizou, pois tinham doado tudo. ''Nem o chá de bebê eu realizei. Gastamos pelo menos R$ 22 com leite por mês, já que não o amamento mais'', retrata Renata.
Entretanto, o casal aprendeu a poupar em outros quesitos. As fraldas por exemplo, Renata só compra de um modelo específico, para economizar no consumo, e também cortou alguns programas que o casal costumava fazer no final de semana, como jantares e o cineminha. ''Já as roupas dos dois, como eles perdem rapidamente, prefiro comprar parcelado . E as fraldas, agora meu pai está ajudando, trazendo pacotões do Paraguai'', completa.


