A Casa Esporte, a mais tradicional do ramo em Londrina, encerra suas atividades no próximo sábado. Fundada há 40 anos, a loja vem realizando uma queima de estoque há duas semanas. ''Quase não tenho mais mercadorias. A procura foi maior do que o previsto'', disse o proprietário Nelson Hirata. Segundo ele, o comércio fecha as portas como um negócio lucrativo. ''Não tenho do que reclamar. Só estou fechando a loja porque quero me aposentar'', afirmou.
O imóvel, que fica na rua Sergipe, na área central de Londrina, já foi locado para outra empresa. ''Mas não sei que tipo de atividade vai funcionar no local'', disse Hirata.
A loja é mais uma do ramo de esportes a desaparecer do município, que nas últimas décadas viu a Esporte Wilson e a São Pedro fechar. ''Vou ficar com saudade'', disse o londrinense Adolfo Vieira, de 60 anos. ''Durante anos comprei os uniformes de educação física dos meus três filhos na Casa Esporte.''
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), George Hiraiwa, também comprava materiais esportivos na Casa Esporte. ''Quando criança, eu comprava os tacos e as luvas de beisebol na loja'', contou.
Hiraiwa acredita que o ''desaparecimento'' de lojas tradicionais do ramo em Londrina se deve ao acirramento da concorrência nos últimos anos. ''É difícil competir com grandes redes como Carrefour e Americanas. Além disso, a diminuição de adeptos de esportes específicos como o beisebol e o basquete fizeram com que as lojas do ramo deixassem de vender materiais para esses esportes'', afirmou.
Hiraiwa disse que, atualmente, os tacos e luvas de beisebol são comercializados em Londrina por vendedores ambulantes que vêm de São Paulo durante os grandes torneios realizados na cidade.
A Esporte Wilson, por exemplo, deixou de funcionar em 1997, depois de 30 anos de atividades. A empresa não conseguia competir de igual para igual com as grandes redes. Segundo a Acil, existem cerca de dez lojas do ramo em Londrina, sendo que cinco estão instaladas em shooppings centers.

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