A casa para o brasileiro é muito mais do que um espaço físico e se mistura com o conceito de família. A maioria da população mora em residências entre 31 e 90 metros quadrados e elege a sala de estar como espaço preferido, seguida do quarto e da cozinha. Estes cômodos estão presentes em quase 100% dos lares e são também as prioridades na hora de iniciar a reforma da casa.
Estes são alguns dos resultados da pesquisa feita pela empresa Cetelem e publicada no primeiro semestre deste ano no relatório ''O Observador''. Líder no setor de crédito ao consumo na Europa, a Cetelem acompanha o desenvolvimento do consumo e do varejo em vários países há mais de 50 anos.
Este último relatório lançado no Brasil, que leva o nome de ''Lar, Doce Lar'', traz informações sobre qualidade da moradia, nível de satisfação dos moradores e o significado que tem para o brasileiro ser dono de sua casa. A pesquisa ouviu 1.500 pessoas em 760 cidades de nove regiões metropolitanas do país. Os dados foram tabulados, na maioria, por regiões do país e classe social.
A importância que o brasileiro deposita na moradia pode ser evidenciada na expressão popular ''esse é de casa'', para referir-se a alguém ''confiável'' e próximo da família, repara o diretor executivo de Marketing da Cetelem, Franck Vignard Rosez. Ele destaca que a família vem no topo das prioridades da população tanto por classe quanto por região, e é quase indistinta da casa, que aparece em segundo lugar com mais de 85% das respostas. Em terceiro vem o trabalho (cerca de 80%), e em quarto o lazer (perto de 30%).
A pesquisa mostra que a moradia no Brasil é um ''local de intimidade'' e nem todos entram nesse espaço. Por região, os moradores do Sudeste são os que mais consideram a casa um ambiente exclusivo dos mais próximos e os do Nordeste os que mais vêem a moradia como um espaço aberto. Por classe, as pessoas de menor renda representam a maior parcela dos que consideram a moradia um espaço mais aberto para o mundo.
Segundo o estudo, o espaço disponível para cada pessoa dentro de casa é tipo como pequeno, considerando o tamanho médio da família brasileira (de quatro pessoas), e levando em conta que a maioria respondeu que vive entre 31 e 90 metros quadrados. O quarto, a cozinha e o banheiro estão presentes em quase 100% dos casos. Os demais cômodos variam conforme a classe social.
O ambiente preferido do brasileiro é a sala de estar, seguida do quarto e da cozinha. A explicação do estudo é que ''a sala é o espaço no qual estão inscritos os símbolos da identidade social de cada família e principalmente dos donos da casa''. Pela pesquisa, o brasileiro, de modo geral, não mostra ''grande intenção'' de reformar a casa: apenas 20% disseram que planejam fazer isso.
Outro dado é que a reforma acontece aos poucos, de acordo com a possibilidade financeira. Neste caso, as prioridades também ficam entre a sala de estar, o quarto e a cozinha. Segundo o relatório, a cozinha passa por um processo de ''enobrecimento'' nos últimos anos, que atinge todos os segmentos sociais. Mas na pesquisa são as classes sociais mais baixas que mostram maior intenção de reformar este cômodo.
Na hora de planejar a reforma da casa, o relatório mostra que o brasileiro busca informações em primeiro lugar nas lojas e depois na casa de amigos e pessoas próximas. Quando o assunto é a compra de objetos de decoração, qualidade e solidez são os itens principais para a maioria dos entrevistados.

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