Arquivo FolhaCasa dos pequenosO prefeito em exercício de Londrina, Alex Canziani: ‘‘Nenhum banco empresta apenas R$ 200’’Criada em novembro do ano passado em Londrina, a Casa do Empreendedor emprestou até agora R$ 331,4 mil para 114 pequenos empreendedores - uma média de R$ 2,9 mil para cada um. O banco funciona no Calçadão. Para as operações e manutenção da Casa do Empreendedor, o Fundo de Desenvolvimento Econômico e Social de Londrina disponibilizou R$ 500 mil.
Dos recursos emprestados, 67% (R$ 222 mil) foram destinados a empreendedores do setor de comércio e de serviços. O restante (R$ 109,4 mil) foi para investimentos na pequena indústria. De acordo com o tipo de empréstimo, 79,5% (R$ 235 mil) foram para capital fixo e 29,7% (R$ 96,3 mil) para capital de giro. A carteira vigente a receber, entre capital e juros, é de R$ 432,9 mil.
Na Casa do Empreendedor, trabalham 14 funcionários: dois gerentes cedidos pela Codel e pela Sercomtel; oito agentes de crétido, dois auxiliares e dois digitadores. O banco financia empreendimentos que necessitam de até R$ 5 mil para capital de giro e de até R$ 10 mil para investimentos. O juro estabelecido é de 3,98%.
No primeiro lote de crédito, foram liberados R$ 34,1 mil. Os empréstimos variaram de R$ 200,00 a R$ 5 mil. ‘‘Nenhum banco empresta apenas R$ 200. Esses tipos de empréstimos possibilitam também a geração de muitos novos empregos’’, afirma o prefeito em exercício, Alex Canziani. O aporte inicial, de R$ 1 milhão, foi disponibilizado dos dividendos da prefeitura na Sercomtel. Outros R$ 1 milhão virão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Todas as solicitações de crédito são analisadas pela Casa do Empreendedor. Os créditos são concedidos para compra de máquinas, ferramentas e equipamentos; ampliação de instalações; consertos de máquinas e veículos utilitários; aquisição de matérias-primas e mercadorias. As parcelas para o pagamento do empréstimo são prefixadas. Para capital de giro, há uma carência de até dois meses, para pagamento em até seis meses. Para investimento, a carência é de três meses, com 12 meses para pagamento.
Têm prioridade para obter financiamento as empresas instaladas na Cidade há mais de seis meses. Empresas com título protestado ou sendo acionada judicialmente não terá a ficha aprovada, assim como os casos de projetos inviáveis, com incapacidade de pagamento ou se o interessado quiser utilizar os recursos para pagar dívidas.
A Casa do Empreendedor é uma instituição não-governamental (ONG). A direção está a cargo de um conselho de administração, formado por representantes de sete entidades e órgãos de apoio e institucionais da Cidade.

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