A escalada do dólar, que ontem subiu mais um pouco e fechou a R$ 3,43, impacta fortemente nas agências de turismo e casas de câmbio. O turista que saiu em busca da moeda norte-americana ontem à tarde em Londrina encontrou o câmbio entre R$ 3,57 e R$ 3,60, segundo pesquisa feita pela reportagem. Em Maringá, a FOLHA encontrou dólar a R$ 3,62. Já, na capital, o turista conseguiu comprar dólar mais barato (R$ 3,54). Quem tentou vender, conseguiu no máximo R$ 3,30 em Londrina e Maringá e R$ 3,36, em Curitiba.
Milton Miazaki, gerente da Fitta Câmbio, localizada na Avenida Madre Leônia, em Londrina, ressalta que o câmbio muito elevado não é nada bom para quem trabalha neste ramo. A casa, segundo ele, está vendendo em média 25% menos dólares na comparação com o ano passado. "Além do fato de o câmbio ter subido, os brasileiros estão com poder aquisitivo menor, devido à alta na inflação", afirma. O que segura o movimento na loja, de acordo com ele, são parcerias comerciais com empresas para compra e venda de dólar comercial.
Questionado se os londrinenses têm buscado as casas de câmbio para venderem seus dólares, ele diz que não. "Londrina, por não ser uma cidade turística, é um mercado tomador. As pessoas compram dólar para viagem. Aquela situação de as pessoas comprarem a moeda como investimento e deixar debaixo do colchão não existe mais", explica.
Miazaki acredita que a tendência do câmbio é continuar em curva ascendente. "Tem gente que aposta que vai chegar a R$ 4 até o fim do ano", diz ele. Isso acontecerá, na opinião dele, se os Estados Unidos voltarem a subir os juros. "Se acontecer isso, a gente pode esperar mais altas nos próximos meses", declara. Com o aumento das taxas norte-americanas, os investidores tendem a retirar seus capitais de países como o Brasil e apostarem nos Estados Unidos.

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