Casa Centro tem falência decretada; lojas ficam abertas
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segunda-feira, 24 de março de 1997
Agência Estado 
SÃO PAULO - O juiz Virgílio de Oliveira Júnior, da 39ª Vara Cível, decretou ontem falência sob regime de atividade continuada da rede de varejo Casa Centro, que estava em concordata desde 17 de maio de 1995, com dívidas de R$ 300 milhões. A família Cukier, que controlava a empresa, será afastada da administração, que será exercida por um gestor a ser indicado pelos credores da rede.
No final da tarde de ontem auditores judiciais se dirigiram às 21 lojas da rede para avaliar seu caixa. Ninguém da família Cukier quis falar sobre o assunto.
A primeira parcela da moratória da Casa Centro venceu em 17 de maio passado, mas a empresa não pagou aos credores os R$ 120 milhões referentes a 40% do que devia. Dos R$ 300 milhões da dívida, calcula-se que os bancos tenham a receber R$ 200 milhões. Os outros R$ 100 milhões representam débitos com fornecedores de produtos eletroeletrônicos.
A Casa Centro tem hoje 650 funcionários e, nos últimos meses, faturava cerca de R$ 25 milhões por mês, metade de suas receitas antes de recorrer à concordata. Quase todos os fornecedores passaram a lhe vender somente com pagamento antecipado depois da concordata e, no começo deste ano, a maioria deles cortou de vez o suprimento.
A decisão do juiz foi recebida no mercado como uma forma de preservar os empregos, os 21 pontos-de-venda e a marca da empresa, que motivou interesse de diversos grupos dispostos a comprá-la, como o banco americano Wasserstein Perella, a Casas Bahia, o Mappin, a G.Aronson, o Magazine Luíza e a Arapuã, que chegou a negociar duas vezes com a família Cukier e desistiu do negócio.


