Carvalho reassume direção da Fiep com discurso otimista
Carmem Murara
De Curitiba
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), José Carlos Gomes Carvalho, assumiu ontem seu segundo mandato na entidade com um discurso positivo em relação ao crescimento industrial. Carvalho afirmou que a política de redução progressiva nas taxas de juros começa a surtir efeito no desempenho de cada indústria, o que provocará um fechamento do ano com crescimento zero no Produto Interno Bruto em relação a 98. A estimativa, no início do ano, era chegar em dezembro com queda de até 3%.
Com desenvolvimento na indústria, teremos justiça social, afirmou Carvalho, momentos antes de iniciar seu discurso de posse, na sede do Centro Integrado dos Empresários e Trabalhadores da Indústria do Paraná (Cietep). Ele e a diretoria foram empossados por mais quatro anos.
Na solenidade estiveram presentes os ministros Fernando Bezerra (Integração), Rafael Greca (Esporte e Turismo), o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Carlos Eduardo Moreira Ferreira, o diretor brasileiro de Itaipu, Euclides Scalco, a governadora em exercício Emília Belinati e o prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi, entre outros convidados.
Tanto o discurso de Carvalho quanto as considerações feitas pelo ministro da Integração e pelo presidente da CNI seguiram a linha de que o Brasil está retomando o desenvolvimento. Com a aproximação da indústria do setor político temos uma maior sintonia e podemos crescer, ressaltou Bezerra. Em nome do presidente Fernando Henrique Cardoso, o ministro Rafael Greca destacou que o País conseguiu sair com propriedade da crise financeira do início do ano e parte para a recuperação.
O presidente da CNI enfatizou que o momento ainda é complicado, mas que os índices já são mais animadores. A inflação é a grande inimiga do povo, mas está controlada. Acho também que a taxa de juros vai continuar declinante, disse Moreira Ferreira, citando o índice ideal de 8%.
A redução dos juros e o avanço das reformas tributária e administrativa são questões consideradas essenciais para o País retomar o crescimento. A redução de juros ainda não é suficiente. Para ser competitivo, tem que estirpar completamente os tumores, por isso não basta fazer as reformas só para os outros, afirmou José Carlos Gomes Carvalho.
Carvalho afirmou ainda que a mudança no sistema tributário não vai gerar num primeiro momento a redução da carga de impostos, como gostariam os empresários. Mas haverá uma simplificação, o que é um grande avanço, disse.





