Nos últimos anos, praticamente em todo o País, houve uma explosão de empresas que comercializam cartuchos de impressão remanufaturados. Mais baratos que os originais de fábrica, esses produtos ganharam mercado e hoje são usados tanto por grandes empresas quanto por consumidores domésticos. Mas uma fiscalização deflagrada pelo Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) de Londrina há duas semanas constatou que quem aposta nos remanufaturados precisa ficar atento, já que os fiscais descobriram problemas graves tanto nas informações das embalagens quanto no peso dos cartuchos.
Segundo o gerente regional do Ipem, Marcelo Trautwein, 32 empresas que atuam no setor foram visitadas e a maioria sentiu a canetada dos fiscais. Doze estabelecimentos foram autuados por venderem cartuchos com falta de informações ao consumidor ou porque os produtos verificados traziam, ''ou omitiam'', informações incorretas sobre o peso. Nos 12 exames oficiais realizados, apenas três marcas foram aprovadas. As outras nove foram reprovadas porque os cartuchos continham quantidades de tinta que ficaram abaixo do índice de tolerância de 9% permitidos pela legislação.
No total, foram aferidas 206 unidades. As empresas autuadas têm 15 dias para apresentarem suas defesas, a partir da data da notificação. Caso isso não ocorra, estarão sujeitas a multas que podem variar de R$ 100,00 a R$ 50 mil. Trautwein precisou que essa foi a primeira incursão do Ipem nesse segmento mas avisou que o trabalho vai continuar nas próximas semanas. E não ficará restrito apenas à Londrina. ''Vamos intensificar a fiscalização destacando três equipes que irão atuar também nas cidades da região'', alertou.
Proprietária de uma das empresas fiscalizadas e que teve suas amostras aprovadas, tanto em Londrina quanto em Maringá, a empresária Jeruza Dall'Agnoll orientou o consumidor a optar por empresas que façam controle de qualidade dos produtos antes de colocá-los à venda. Em Maringá, por exemplo, de seis empresas fiscalizadas apenas a sua foi aprovada. ''Acho essa fiscalização muito importante porque assim as empresas de fundo de quintal ou têm que se adequarem ou acabarão excluídas do mercado'', comentou.
De acordo com ela, o consumidor deve desconfiar, principalmente, quando o preço do cartucho fica muito abaixo do praticado pelas demais lojas. ''Só o cartucho original vazio custa, em média, R$ 18,00'', apontou. Outra dica sua é exigir da empresa o prazo de garantia estipulado pelo Código de Defesa do Consumidor, que é de 90 dias, e um certificado que também garanta a troca em caso de problemas.

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