O desenvolvimento das embalagens cartonadas laminadas já permite o armazenamento de vinhos com as mesmas características sensoriais da embalagem de vidro. As indústrias têm trabalhado na melhoria das suas propriedades, mas o alumínio tende a interagir com os alimentos, apesar de garantir maior estabilidade a alimentos ácidos. No caso do armazenamento de leites, por exemplo, a professora Marly Sayuri Katsuda, da Universidade Tecnológica Federal, explica que as embalagens contêm duas camadas de polietileno para neutralizar possíveis resíduos do alumínio.
Os sacos plásticos, tradicional embalagem de leite pasteurizado por exemplo, são utilizados devido ao seu baixo custo e não oferecem problemas de interação com o meio ambiente. ''Um dos únicos tipos de embalagem que não oferece nenhum risco à saúde é o vidro'', afirma Marly. Tanto que a professora acrescenta que o Ministério da Saúde adverte as indústrias sobre os limites de migração de monômeros (substância presente em embalagens plásticas) para os alimentos, quando armazenados em ambientes de altas temperaturas e em contato com alimentos que interage com o material. Essa substância pode levar a problemas carcinogênicos mediante consumo prolongado de embalados em péssimas condições de armazenamento.
''As indústrias estão preparadas para essa questão (migração dos monômeros)'', observa a professora. Ela também alerta para o não consumo de latas amassadas, uma vez que o verniz do interior da embalagem pode ser rompido, aumentando a porosidade do produto. Isso pode favorecer o contato com os alimentos, oxidando os produtos, o que contribui para redução do valor nutricional. (F.M.)

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