Cartões respondem por 12,9% do consumo
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terça-feira, 29 de julho de 2008
Da Redação 
São Paulo - O cartão de crédito está cada vez mais familiar ao consumidor brasileiro. Com o aumento no número de transações e redução do valor do tíquete médio, o volume de pagamentos com o meio eletrônico alcançou no primeiro semestre o índice de 12,9% do consumo das famílias no País. Nos últimos cinco anos, as compras parceladas sem juros no primeiro semestre aumentaram 10 pontos percentuais, atingindo em 2008, pela primeira vez, mais da metade (50,1%) do total faturado pela indústria de cartões no período. A expectativa é de que até o final do ano o financiamento sem juros no cartão de crédito atinja 51,8% do faturamento previsto para 2008, de R$ 223,5 bilhões. Esses e outros dados fazem parte do estudo exclusivo ''A Evolução do Cartão no Acesso ao Crédito'', desenvolvido pela Itaucard.
''Este percentual indica que o aumento do consumo veio acompanhado de maior planejamento financeiro. A possibilidade de compra parcelada sem juros em até 12 meses permite que o brasileiro mantenha o padrão de consumo de bens de maior valor, contribuindo para manter o mercado e a produção aquecidos e mantendo as suas contas pessoais mais equilibradas'', afirma Fernando Chacon, diretor de Marketing do Banco Itaú.
A segurança nas transações, facilidade de financiamento e maior aceitação do mercado têm contribuído para tornar o cartão um importante instrumento de crédito no Brasil. O meio de pagamento eletrônico aumentou sua participação no volume de crédito disponível no mercado, mesmo com o forte avanço do crédito pessoal, em especial o consignado. No período de 2004 a 2007, a participação do cartão no volume total das operações de crédito cresceu de 23,4% para 25,2%. ''Já quando olhamos para a evolução do cartão como meio de pagamento, um dos principais motivos para o ganho de mercado deve-se à substituição do uso do cheque pelos cartões de crédito'', explica Chacon. Em 1994, início do Plano Real, as transações com cartões de crédito representavam 0,5% do volume de cheques compensados.


