Praticidade e segurança são os principais itens apontados pelos consumidores para justificar a preferência pelo uso de cartão a outras formas de pagamento em Londrina. Em alguns estabelecimentos da cidade, os cartões (de crédito e débito) representam 85% das vendas.
De acordo com a gerente da Billie, Solange Picoloto, do total de movimentação da loja, apenas 15% são de dinheiro e cheque. A maioria dos pagamentos é feita com cartões. ''É uma maneira mais ágil que conquistou muitos adeptos'', afirma. Segundo ela, como as pessoas passaram a carregar pouco dinheiro, até mesmo por questão de segurança, ficou mais difícil ter cédulas com valores menores, como R$ 2, R$ 5, R$ 10 e também moedas, destinados a troco. ''Desde a metade do ano passado o dinheiro está parando de circular. Alguns clientes pedem troco até em débito ou crédito para pagar o estacionamento'', conta. ''Temos alguns locais fixos que trocam dinheiro para nós e isso salva os nossos caixas'', acrescenta.
A proprietária do Café do Feirante, Marlene Serafim Moreno, também tem dificuldade em conseguir notas miúdas e moedas para dar de troco. No estabelecimento, as vendas com cartões de débito e crédito subiram cerca de 20%. ''A tendência é aumentar esse percentual porque as pessoas não andam mais com dinheiro'', considera.
A massoterapeuta Amelia Hara, conta que usa apenas cartão de débito em todas as compras. Ela não utiliza a opção de crédito para não perder o controle dos gastos. ''Antes, meu esposo e eu usávamos só cheque, inclusive, ele ainda prefere essa forma de pagamento, mas eu sou adepta apenas ao cartão de débito por ser mais prático'', diz.
No Posto Central, pagamentos em dinheiro são comuns apenas no início do mês, de acordo com a caixa Claudineia Bueno. A partir da segunda semana já voltam a predominar os pagamentos com cartões, principalmente de crédito. ''Tem cliente que separa um cartão de crédito só para o combustível'', relata. A estudante Tatiane Menoli admite que não usa mais dinheiro porque o cartão é bem mais prático. ''Assim como o abastecimento do meu carro, tudo o que faço é com cartão''. A protética Vânia Regina Sanches também opta por cartão, de preferência no débito. Ela só usa o crédito para colocar combustível no final do mês e para compras com valores altos.
O comerciante Marcos Henrique Marangoni, da Rivoli Massas, afirma que há cerca de cinco anos os clientes começaram a deixar de lado o dinheiro para fazer os pagamentos com cartão. ''Até mesmo os tickets deixaram de ser de papel e viraram magnéticos'', lembra. ''A tendência é que cada vez mais o cartão tome o lugar do dinheiro porque é mais prático, seguro e higiênico'', acredita.

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