Cartões: mercado aberto para mais concorrência
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terça-feira, 20 de julho de 2010
Célia Froufe<br>Agência Estado 
Brasília - O fim da exclusividade dos cartões de crédito no início deste mês, com a unificação das maquininhas, começa a acirrar a concorrência entre as duas maiores empresas credenciadoras do setor (Cielo e Redecard) e abre um flanco também para que empresas de menor porte comecem a alçar voos mais altos. Para 2010, a expectativa é de expansão de 16% nas movimentações das bandeiras de menor porte. Mais do que o embate corpo a corpo, as líderes do setor perceberam que é preciso estar presentes também em nichos pouco explorados. Por isso, essas credenciadoras têm anunciado que faz parte da estratégia de ampliar suas fatias no mercado, abocanhar bandeiras regionais.
Ao mesmo tempo em que as grandes empresas aumentam o volume de seus negócios, as pequenas ganham escala com a união. ''O cenário é propício para as bandeiras regionais ganharem capilaridade por meio de acordos com credenciadoras'', disse o presidente da Cielo e diretor da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Rômulo Dias. Antes da unificação das maquininhas, a expectativa de maior penetração no mercado por parte das bandeiras locais era praticamente impossível, segundo ele.
As bandeiras regionais de cartão de crédito avaliam que o espaço está mais aberto para a atuação, mas sabem que não se trata de um avanço automático. ''Mas o cenário de mudança é o primeiro passo'', avaliou o diretor técnico do Sebrae Nacional, Carlos Alberto do Santos. Dados da Consultoria Boanerges e Cia revelam que atualmente existem 77 bandeiras deste tipo no mercado e, no ano passado, esse conjunto de empresas foi responsável pela circulação de 36,3 milhões de cartões. O faturamento desse segmento foi de R$ 25,6 bilhões em 2009 e a expectativa da consultoria é o de que atinja R$ 29 bilhões este ano. O volume ainda é bastante inferior aos R$ 444 bilhões apurados pela Abecs em todo o mercado no passado, mas, em termos absolutos, não pode ser desprezado.


