Cartões batem recorde em dezembro: US$ 3,1 bi
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segunda-feira, 30 de dezembro de 1996
Edilson Coelho Agência Estado 
SÃO PAULO - O volume de transações com cartão de crédito foi recorde histórico em dezembro, com movimentação de US$ 3,1 bilhões feita pelos 17 milhões de portadores. O levantamento foi feito pela CardSystem Upsi, empresa que administra 16 dos 40 cartões de crédito do mercado - considerando transações das principais companhias emissoras. A expectativa da CardSystem Upsi, no início de dezembro, era fechar o mês em US$ 3 bilhões em transações. Essa é a primeira prévia depois do Natal. Os números oficiais serão fechados no início de janeiro.
Anteriormente o recorde de movimentação era de US$ 2,5 bilhões, conseguidos nos meses de julho, outubro e novembro deste ano. Três fatores influenciaram os novos negócios: estabilidade econômica, aumento do poder aquisitivo dos consumidores e o próprio mês de dezembro - quando as pessoas normalmente fazem mais compras.
Segundo o diretor de marketing da CardSystem Upsi, Boanerges Freire, o mercado brasileiro de cartão de crédito tem tido grande evolução desde 1994, quando entrou em vigor o Plano Real. Naquela oportunidade, havia 9 milhões de portadores de cartão. Esse número hoje é 90% maior. O volume de transações também teve aumento. Este ano, a movimentação total do mercado alcançou US$ 27,1 bilhões, enquanto em 94 chegou a US$ 10,3 bi, um crescimento de 160% em dois anos.
O Brasil tem hoje todas as condições para ser um grande mercado para o cartão de crédito, diz Freire. Segundo ele, as pessoas já estão começando a adquirir mais de um cartão de crédito. A estabilidade possibilitou esse avanço. Além disso, contou, qualquer pessoa hoje em dia com renda de R$ 500,00 pode ser um portador de cartão.
A CardSystem Upsi, presidida por Marcos Ribeiro Leite, projeta crescimento de 20% no número de cartões para 1997. Já o volume de transações deverá alcançar 25% a mais. Portanto, até o final do próximo ano, a movimentação poderá ser de quase US$ 34 bilhões, prevê Leite. As taxas de juros também deverão ter um declínio gradual, podendo chegar em dezembro com 6% - contra os atuais 10%.


