Londrina - Depois de passar alguns dias fiscalizando os postos de combustíveis de Londrina, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) iniciou ontem uma segunda fase da operação, desta vez em conjunto com o Procon. Três postos foram visitados durante a tarde. Não foi detectado nenhum problema com a qualidade dos combustíveis vendidos, mas o Procon constatou que a velha prática do alinhamento de preços (cartel) continua vigorando na cidade.
''Nós já tínhamos percebido a persistência do problema só de andar pela cidade. Agora, se constatarmos que realmente os preços estão iguais, vamos documentar e encaminhar um relatório para o Ministério Público e para a Polícia Federal, solicitando abertura de inquérito'', informou o coordenador do Procon-Ld, Martiniano Tito Valle.
A primeira visita das equipes do Procon e ANP foi no Posto Esperança, localizado na Avenida Celso Garcia Cid. O litro da gasolina estava sendo vendido a R$ 1,85; o álcool, a R$ 0,85; e o diesel, a R$ 1,07. Os combustíveis analisados álcool e gasolina estavam dentro das especificações estabelecidas pelos Ministérios das Minas e Energia e da Agricultura e Abastecimento.
Em seguida, as equipes foram ao Posto Exposição, em frente ao Parque Ney Braga. Os combustíveis também estavam dentro dos padrões, mas o posto apresentou problemas na documentação. O estabelecimento ostentava a bandeira Shell, informava na bomba que vendia combustível da distribuidora Ultrapetróleo e na nota constava que o produto foi adquirido da distribuidora Ciax. O posto também não apresentou a amostra-testemunha dos combustíveis. A ANP autuou o estabelecimento, que tem 15 dias para apresentar a defesa. A multa mínima da agência é de R$ 5 mil. No Posto Exposição, a gasolina também estava sendo vendida a R$ 1,85; o álcool, R$ 0,85; e o diesel, R$ 0,99.
A tarefa da tarde terminou no Posto Tiradentes, bandeira Esso, localizado na esquina da Rua Quintino Bocaiúva com Avenida Ouro Branco, onde nenhum problema foi contatado. Os preços, no entanto, eram semelhantes aos demais estabelecimentos visitados. A gasolina era vendida a R$ 1,87 o litro; o álcool a R$ 0,85; e o diesel a R$ 0,94. ''Quando há diferença de preço, ela é mínima'', observou Tito Valle.
Segundo ele, serão visitados todos os postos contra os quais há queixas no Procon, sejam elas por desconfiança na qualidade do produto vendido ou pelos preços praticados. Tito Valle disse que o último levantamento mais detalhado feito pelo Procon ocorreu em janeiro, quando os preços da gasolina eram, em média, R$ 1,45. ''Hoje está de R$ 1,85 a R$ 1,87. O combustível aumentou demais na cidade'', comentou.
Ele explicou que as fiscalizações não são mais frequentes porque o Procon local não dispõe de equipes para desenvolver o trabalho. Para acompanhar a fiscalização de ontem foi deslocado um estagiário. ''Sempre que isso ocorre, acaba prejudicando o trabalho interno do Procon. O correto seria termos equipe própria para isso e que os dados fossem coletados semanalmente'', defendeu.
As equipes da ANP e Procon continuarão trabalhando na cidade durante toda a semana.

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