Brasília - O secretário de Direito Econômico do Ministério da Justiça, Paulo de Tarso, disse ontem que os cartéis do combustível usam até de ameaça de morte para manter seus domínios sobre o mercado. Segundo ele, isto ocorreu em Florianópolis, onde foram gravadas, com autorização judicial, conversas telefônicas ‘‘estarrecedoras’’.
Paulo de Tarso informou que intensificará com o Ministério Público a repressão a estes cartéis. ‘‘O cartel é tão lesivo quanto o furto e o roubo, pois ele lesa e mete a mão no bolso do consumidor’’, disse.
O ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira, lembrou que já há vários processos contra formação de cartéis que estão para ser julgados pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Além do caso de Florianópolis, o ministro informou que há também o de Goiânia e o de Recife na fila para julgamento.
O diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Luiz Horta, disse que a ANP apoiará os órgãos de defesa econômica, elaborando um relatório mensal no qual serão apontados os problemas registrados no mercado e onde será necessária uma
atuação mais firme.
Horta informou ainda que a ANP continuará elaborando monitoramento semanal de preços em 411 cidades. Ele alertou, no entanto, que a pressão do consumidor é essencial para que os preços atinjam o equilíbrio em um ponto mais baixo.

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