Curitiba - Carteiros realizaram ontem uma manifestação em frente à sede estadual da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos no Paraná, no bairro Rebouças, em Curitiba, para lembrar o Dia do Carteiro. Os funcionários reclamaram dos baixos salários e coletaram assinaturas para reivindicar aumento do número de carteiros no Estado.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR), atualmente trabalham no Estado aproximadamente 2,5 mil carteiros. O Sintcom-PR alega que há sobrecarga de trabalho e que seria necessário aumentar o número de funcionários em 30%. O abaixo-assinado, que até ontem tinha cerca de 2 mil assinaturas, deverá ser encaminhado para o Ministério Público do Trabalho na semana que vem.
''Fizemos essa manifestação para mostrar que no Dia do Carteiro o próprio não tem nada a comemorar'', disse Nilson Rodrigues dos Santos, secretário-geral do Sintcom-PR. ''O carteiro hoje ganha um salário inicial de R$ 500. Entre o maior e o menor salário nos Correios, há uma diferença muito grande. A cúpula da empresa ganha até 44 vezes mais do que o salário inicial de carteiro''.
Santos comentou que a categoria também reivindica adicional de periculosidade para carteiros. ''Um projeto de lei que estabelece um adicional de 30% sobre o salário está tramitando no Congresso Nacional. Os carteiros estão sujeitos a vários riscos: ataque de cães, assaltos, acidentes, exposição ao sol do meio-dia'', afirmou Santos.
A direção dos Correios no Paraná apontou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a afirmação do Sintcom-PR de que há necessidade de aumentar em 30% o número de carteiros no Estado não coincide com os cálculos da empresa. A direção informou que o efetivo é reforçado ano a ano e que no ano passado 220 carteiros foram contratados no Paraná. A respeito da questão salarial, a empresa informou que as discussões sobre remuneração devem ser realizadas na época da data-base, em agosto.

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