Carteira própria exige análise
São vários os fatores que o investidor tem de ponderar antes de decidir entrar no mercado de ações com uma carteira própria. Dimensionar riscos é o principal deles, segundo Eduardo Santalúcia, gerente do Private Banking do Banco Sudameris. Não há garantias, porque aplicar em Bolsa é uma aposta de alto risco, podem-se fazer fortunas ou ir à falência, dependendo das oscilações do mercado.
Por conta disso, os especialistas recomendam que o investidor colha informações sobre as empresas nas quais pretende investir (veja quadro), calcule bem a quantia que poderá ficar indisponível, o tempo da aplicação e o prazo de retorno do investimento. É a partir da análise desses dados que o investidor poderá amenizar os riscos, aumentar as possibilidades de ganhos e, assim, tirar maior proveito da provável recuperação das Bolsas.
O momento parece favorável para o investimento em ações, porque os papéis estão com os preços mais baixos, em virtude da crise internacional, e porque o mercado começou a dar sinais de recuperação, diz o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) , Miguel Ribeiro de Oliveira. Ou seja, quem acertar e comprar ações que se valorizem poderá realizar lucros.





