Cartão do BNDES já disponibilizou R$ 2,4 bi de crédito no PR
Os micros, pequenos e médios empresários vão ganhar um reforço para investir em competitividade e continuidade do seu empreendimento. A iniciativa do governo vem como uma resposta à preocupação com o desempenho dos setores produtivos e comerciais do País frente à Copa do Mundo de 2014.
A proposta é facilitar a consolidação de empreendedores que têm seus projetos com foco no evento. Mas também visa minimizar os efeitos da crise mundial sobre os setores nacionais. Uma das linhas de crédito disponibilizadas pelo governo é o Cartão Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES).
Com um sistema semelhante aos cartões de crédito convencionais, o micro, pequeno e médio empresário passa a dispor de um limite pré-aprovado de até R$ 1 milhão e que pode ser pago em até 48 meses com taxas fixas de 0,91% ao mês. O cartão pode se adquirido nos bancos comerciais. Segundo o BNDES, com o cartão, os empreendedores podem adquirir insumos, implementar a inovação nas empresas e ainda pagar cursos de capacitação.
Marcelo Esquiante, presidente do Sindicato das Empresas de Consultoria, Assessoria, Perícias e Contabilidade de Londrina (Sescap-Londrina), diz que a disponibilização deste novo item para o empresário é muito boa, uma vez que a desburocratização na liberação de crédito para as micros, pequenas e médias empresas e a baixa taxa de juros são avanços e servirão como injeção de ânimo para os negócios. ''O empresário que souber aproveitar esta oportunidade, poderá realizar aqueles antigos investimentos necessários, porém engavetados pela falta de recurso e conseguirá uma boa melhoria em seus negócios.''
Segundo dados do Sebrae, nos últimos 12 meses, no Paraná, foram emitidos mais de 40 mil cartões do BNDES, este número representa cerca de R$ 2,4 bilhões em limites de crédito pré-aprovado. Dentro deste montante, 56% foram requeridos pelas empresas do setor de comércio; 22,8% de serviços; 20,7% da indústria e 0,5% do setor primário. Neste número, aproximadamente 88% dos estabelecimentos são microempresas.
Esquiante ressalta que os recursos disponibilizados pelo governo ainda são pouco divulgados. E atribui o fato da indústria estar em terceiro lugar na demanda pelo financiamento à falta de conhecimento do setor. Analisa que o setor produtivo ou setor industrial é o que tem a maior demanda por recursos seja para investir em novas tecnologias, seja para aumentar sua produtividade. ''A questão é que a indústria nacional como um todo é a que mais busca e necessita de investimentos para fazer frente ao comércio estrangeiro, entretanto figura apenas como o terceiro setor que fez a solicitação deste cartão. É preciso que os órgãos envolvidos repensem a forma de chegar aos clientes deste produto'', avalia.
O receio do empresário em investir no seu negócio também é um problema a ser contornado. Instabilidade do mercado externo e falta de uma política de incentivos mais clara e confiável, seriam o motivo da insegurança do setor produtivo, na opinião de Esquiante.
O presidente do Sescap Londrina reforça ainda que o todo crédito deve ser bem analisado e o investimento planejado com critério para que a empresa obtenha os resultados esperados. Lembra que a facilidade e o montante do crédito pré-aprovado, podem levar o empresário a cometer deslizes que poderão prejudicar a continuidade da empresa em vez de ajudá-la a ganhar mercado.
Fonte: Sindicato das Empresas de Consultoria, Assessoria, Perícias e Contabilidade de Londrina - Sescap-Ldr





