Os principais tipos de dívidas são o cartão de crédito (67,5%), financiamento de veículo (12%), financiamento imobiliário (8,6%), carnês (4,4%), crédito pessoal (2,6%), crédito consignado (1,8%) e o cheque especial (1,2%).

"Mesmo com as restrições dos bancos para a concessão de crédito, a inadimplência em veículos e imóveis é alta. Pode ser que estas dívidas ainda não tenham fechado um ciclo, ou seja, financiamentos que ainda estão em curso", explicou.

Massaro alertou que o cartão de crédito é a dívida com juros mais altos, em média, de 420% ao ano. Segundo ele, se a pessoa deixa de pagar o cartão três meses terá muitas dificuldades para sair desta dívida se não renegociar com a operadora do cartão. Ele disse que além dos juros são cobrados multa, encargos, multa de mora e IOF (Imposto sobre Obrigações Financeiras), o que eleva o custo efetivo total da dívida.

Neste momento da economia brasileira, as dicas de Massaro para o consumidor são não fazer contas no cartão de crédito e, quem está endividado negociar com a operadora. "Não é hora de assumir dívidas de longo prazo", disse. A recomendação dele é o consumidor comprar o que pode, pagar à vista e não gastar o dinheiro que ainda não foi recebido.

"Estamos em um momento delicado, vai ser o Natal da lembrancinha. Se não dá para comprar frutas cristalizadas, dá para ter o frango assado na ceia. O mais importante é adequar-se ao seu orçamento, de preferência, guardando o que for possível de dinheiro", disse. (A.B)

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