O fim da ex­clu­si­vi­da­de de uma ‘‘­maquininha’’ pa­ra ca­da ope­ra­do­ra de car­tão de cré­di­to, a par­tir de 1º de ju­lho, es­tá lon­ge de aca­bar com os pro­ble­mas que en­vol­vem o se­tor. Os con­su­mi­do­res ar­cam com as al­tas ta­xas de ju­ros, em tor­no de 10% ao mês, e os co­mer­cian­tes pe­nam com as ta­xas de ad­mi­nis­tra­ção con­si­de­ra­das abu­si­vas – en­tre 3,5% e 5% por tran­sa­ção, de­pen­den­do da ope­ra­do­ra. Ape­sar das re­cla­ma­ções, a po­pu­la­ri­da­de do di­nhei­ro de plás­ti­co é in­dis­cu­tí­vel: em 2000 ha­via 29 mi­lhões de car­tões de cré­di­to no ­País e em 2009 já ­eram 136 mi­lhões, en­quan­to o va­lor das tran­sa­ções sal­tou de R$ 45 bi­lhões pa­ra R$ 256 bi­lhões no mes­mo pe­río­do, se­gun­do a As­so­cia­ção Bra­si­lei­ra das Em­pre­sas de Car­tões de Cré­di­to e Ser­vi­ços (­Abecs). Por se­gu­ran­ça e pra­ti­ci­da­de, a maio­ria dos co­mer­cian­tes e con­su­mi­do­res pre­fe­re o car­tão. E é jus­ta­men­te aí que es­tá a preo­cu­pa­ção. ‘‘É evi­den­te que ca­da vez ­mais nós, lo­jis­tas, ten­ta­mos nos pro­te­ger (dos ca­lo­tes) uti­li­zan­do o car­tão. E é cla­ro que as ta­xas (de ad­mi­nis­tra­ção) são em­bu­ti­das, o que faz en­ca­re­cer os pro­du­tos pa­ra o con­su­mi­dor fi­nal. Por is­so, (es­sa si­tua­ção) é uma gri­ta ­geral’’, afir­ma o vi­ce-pre­si­den­te da As­so­cia­ção Co­mer­cial do Pa­ra­ná, Ca­mi­lo Tur­mi­na, lo­jis­ta do se­tor de ­joias em Cu­ri­ti­ba.

● A partir de 1o de julho os lojistas poderão ter uma só máquina para passar cartões de diversas bandeiras

● Comerciantes chegam a pagar até 5% sobre o valor de cada venda no crédito; no débito, chega a 2%. O setor reivindica um valor fixo e mais baixo

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