O uso de cartões de crédito como alternativa de pagamento das contas apresentou um crescimento de 12,2% no ano em comparação com 1996. Hoje, há em circulação nacional 19,3 milhões de cartões contra 17,2 milhões no ano passado. As medidas adotadas pelo governo federal, entre outubro e novembro, provocaram uma ligeira retração no mercado, mas segundo avaliação da Associação Brasileira de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) o aquecimento deve acontecer após o primeiro trimestre de 97.
Entre as ações do governo que atingiram o mercado de cartão de crédito está a eliminação do crédito rotativo para compras no exterior. A determinação foi baixada em maio. Em outubro, a elevação das taxas de juros influenciou o crédito rotativo e o parcelamento. O pacote fiscal de novembro e a portaria, que fixou a cobrança de 2% do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) para compras no exterior, também provocaram reações.
‘‘O pacote fiscal fez com que o consumidor ficasse mais criterioso e adotasse a postura de pagar suas dívidas com os recursos do 13º salário, ao invés de comprar’’, afirmou o presidente da Abecs, Waldemar Petty. Ele ressaltou que a redução das compras diminuiu o uso do cartão, mas mesmo assim o setor fecha o ano com crescimento.
O volume de transações fechadas com cartão de crédito em 97 apresentou um aumento de 14,4%, totalizando 500 milhões de operações. Foram movimentados R$ 27 bilhões, que representam quase 6% a mais que o montante de 1996. Segundo Petty, o mercado do cartão de crédito teve crescimento também no número de estabelecimentos credenciados. Em todo País, há 400 mil pontos comerciais que aceitam o pagamento através do chamado ‘‘dinheiro de plástico’’.

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